Fale conosco pelo WhatsAppFale conosco pelo WhatsApp Ecoendoscopia: o que é? - Clínica Gastroenterológica de Ribeirão Preto

Ecoendoscopia

A ecoendoscopia é um exame que combina ultrassonografia e endoscopia, possibilitando a análise das paredes do esôfago, estômago, duodeno, reto e demais estruturas adjacentes ao tubo digestivo. Trata-se de um procedimento que cumpre um papel muito importante tanto na abordagem diagnóstica quanto no tratamento de diversas situações clínicas.

Médico segura instrumento para realizar a ecoendoscopia

A ecoendoscopia analisa as paredes do esôfago, estômago, duodeno, reto e demais estruturas adjacentes ao tubo digestivo – Imagem: Shutterstock

O aparelho utilizado para a realização deste exame é um endoscópio fino e flexível, equipado com uma sonda de ecografia em miniatura acoplada à extremidade distal do aparelho. O ecoendoscópio pode ser introduzido pela boca ou pelo reto, dependendo das estruturas que serão avaliadas no procedimento, caracterizando assim a ecoendoscopia alta ou baixa, respectivamente.

O aparelho ecográfico permite obter imagens detalhadas das camadas da parede do tubo digestivo, além de avaliar as demais estruturas que compõem o aparelho digestório como um todo — incluindo gânglios linfáticos, vasos sanguíneos, fígado, vias biliares e pâncreas. Também é possível fazer biópsias guiadas por meio da punção com agulha fina, permitindo encaminhamento da amostra para exame citológico ou histológico.

Para que serve o exame de ecoendoscopia?

Existem dois grandes grupos de procedimentos por ecoendoscopia: diagnóstica e terapêutica. No primeiro caso, o exame geralmente é solicitado com o objetivo de esclarecer achados de exames endoscópicos e/ou de imagem, atuando como uma análise complementar à investigação patológica.

O estadiamento de tumores do aparelho digestivo também está entre as indicações mais frequentes deste exame, quando o objetivo é diagnóstico, permitindo que seja identificada a extensão e disseminação das lesões tumorais. Ainda no âmbito diagnóstico, a ecoendoscopia pode ser solicitada para situações como:

  • Identificar e avaliar a presença de compressões extrínsecas ou causadas por tumores subepiteliais;
  • Estadiamento de tumores de esôfago, estômago, reto, pancreático e pulmonar;
  • Avaliação de tumores sólidos e císticos que acometem o pâncreas;
  • Identificação de massas abdominais, mediastinais e perirretais;
  • Diagnóstico de coleções abdominais.

O procedimento também permite a realização de biópsias, além de drenagem de abscessos e pseudocistos pancreáticos, tratamento de varizes esofagogástricas, drenagem com descompressão das vias biliares e ablação de lesões em pacientes que não estão aptos a se submeter a um procedimento cirúrgico.

Como é feito o exame?

A ecoendoscopia alta geralmente é realizada com paciente sedado e deitado. Para o procedimento, podem ser instalados uma cânula nasal para fornecer oxigênio e um bocal para facilitar a passagem do aparelho pela boca. Após a sedação inicial, o ecoendoscópio é inserido na cavidade oral do paciente, passando para o esôfago e estômago, alcançando até o duodeno.

Assim como acontece na endoscopia, a câmera localizada na ponta do dispositivo capta imagens de todas as estruturas por onde passa. Por ser equipado também com um aparelho de ultrassom, o ecoendoscópio consegue captar também imagens de estruturas próximas, mas externas ao sistema digestivo.

A ecoendoscopia baixa, por sua vez, pode ser executada de maneira segura e confortável sem a necessidade de medicação prévia. No entanto, o uso de sedativos pode ser recomendado para garantir maior conforto ao paciente, especialmente se houver expectativa de o exame ser prolongado. Em média, ambos os tipos de procedimento duram aproximadamente 30 minutos, embora este tempo possa ser bastante variável.

Qual a diferença entre endoscopia e ecoendoscopia?

Conforme explicado, a ecoendoscopia é realizada da mesma maneira que uma endoscopia digestiva, demandando inclusive os mesmos preparativos nas horas que antecedem o exame. A principal diferença entre os procedimentos está no aparelho utilizado e no tipo de imagem obtida a partir dele: o endoscópio é um tubo sensível e fino, equipado com um chip capaz de captar imagens internas.

O ecoendoscópio, também chamado de ultrassom endoscópico, combina a endoscopia com uma ecografia de alta resolução. Para isso, este equipamento é equipado com uma sonda em miniatura acoplada à extremidade do aparelho, permitindo a realização de uma ecografia dentro do tubo digestivo.

Preparativos e cuidados antes do exame

A ecoendoscopia é um exame que demanda ambiente ambulatorial ou hospitalar, com necessidade de preparo prévio. É necessário que o paciente esteja em jejum absoluto (que inclui a pausa na ingestão de líquidos, além dos alimentos) por pelo menos quatro horas antes do exame, jejum para leite e sólidos por 8 horas, além de ter feito uma dieta leve e sem ingestão de bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem o procedimento.

Caso o paciente tome medicamentos de uso contínuo, é essencial que isso seja previamente informado à clínica responsável por conduzir o exame e ao médico solicitante. Na maioria das vezes, é possível continuar tomando todas as medicações conforme o habitual, mas pode ser necessário suspender ou ajustar doses de fármacos que possuem ação anticoagulante ou antiagregante. Doses de insulina ou medicações para diabetes também podem necessitar de ajuste.

Alergias a algum tipo de medicação também devem ser previamente informadas, e o paciente também pode precisar aumentar seu consumo de água nos dias que antecedem o exame. Essa medida é necessária especialmente na ecoendoscopia baixa, que demanda limpeza intestinal prévia com ajuda de medicamentos laxativos. O paciente sempre receberá todas as instruções detalhadas com antecedência.

Riscos e recuperação após a ecoendoscopia

A ecoendoscopia é um procedimento bastante seguro e que oferece baixo risco à saúde e bem-estar do paciente. Embora raras, complicações e desconfortos podem ocorrer — e incluem principalmente reações aos sedativos utilizados, incômodo na região da garganta e aspiração de conteúdo gástrico para os pulmões.

As chances de que ocorram complicações aumentam ligeiramente nos procedimentos em que são realizadas biópsias. Nesses casos, pode haver hemorragias, infecções, pancreatite aguda e até mesmo perfuração de algum órgão. Todos esses riscos devem ser levados em consideração antes de encaminhar um paciente para o exame, avaliando se os benefícios da ecoendoscopia realmente são maiores que os riscos ao paciente.

Caso o paciente tenha recebido sedativos para a realização do exame, ele deverá ficar em observação por alguns minutos após o término do procedimento, recebendo alta médico apenas quando os efeitos do medicamento desaparecerem e na presença de um acompanhante maior de idade. Em geral, o paciente está liberado para comer e beber assim que recebe alta, mas pode haver uma recomendação específica para cada caso.

Para saber mais sobre a ecoendoscopia, entender como agendar seu exame e tirar dúvidas a respeito do procedimento, entre em contato com a Clínica Gastroenterológica de Ribeirão preto.

Fontes:

Clínica Gastro RP;

Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva — Estadual Rio de Janeiro;

Jornal Endoscopia Terapêutica.