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Colonoscopia

Imagem: Shutterstock

A colonoscopia é um exame endoscópico que possibilita a visualização das estruturas internas do intestino grosso e parte do intestino delgado (reto, cólon e íleo terminal), permitindo que o médico avalie o revestimento mucoso desses órgãos, bem como sua vascularização e distensibilidade. O intuito é investigar anormalidades e diagnosticar doenças e patologias que afetam esta região do organismo.

Habitualmente, a colonoscopia é realizada com o paciente sedado. Trata-se de um exame minimamente invasivo e que pode eventualmente causar constrangimento ao paciente devido à via de introdução (anal). Entretanto, é um exame realizado de forma rápida, segura e indolor, o que explica sua ampla aceitação na comunidade médica.

Como é feita a colonoscopia?

Este exame é feito com auxílio de um aparelho chamado colonoscópio, que consiste em um tubo fino e flexível com uma microcâmera na sua extremidade. É esta câmera que transmite as imagens das estruturas internas do organismo à medida que o instrumento é introduzido. O procedimento é feito sob sedação, com o paciente deitado confortavelmente de lado ou em decúbito dorsal (“barriga para cima”).

Para que a colonoscopia seja realizada de maneira confortável e obtenha resultado satisfatório, é necessário que o intestino esteja limpo (sem a presença de resíduos fecais). Por isso, os preparativos para o exame começam com pelo menos 48 horas de antecedência, e envolvem dieta leve (sem fibras ou cereais) e uso de medicamentos laxativos. Um dia antes do procedimento, a alimentação se torna mais restrita, sendo geralmente recomendado também evitar comidas gordurosas e de coloração escura (coca-cola ou café).

Todo o preparo é devidamente orientado pela Clínica Gastro RP. O exame é realizado com o paciente em jejum de alimentos sólidos (8 horas) e 4 horas de líquidos claros. Vale lembrar que leite também deve ser evitado nas 8 horas que antecedem o exame. A aplicação dos medicamentos sedativos e anestésicos é devidamente acompanhada por um médico especializado em anestesiologia, que vai assistir o paciente até sua completa recuperação da sedação, garantindo toda a segurança do procedimento. Por conta da anestesia, é obrigatória a presença de um acompanhante maior de idade.

A duração total do exame é variável, levando em média 20 até 40 minutos — embora a necessidade de biópsias ou ressecções de lesões (ou polipectomias) possa fazer com que o processo seja mais demorado. Mesmo esses procedimentos adicionais são indolores e não causam incômodos ao paciente.

Para que serve este exame?

A colonoscopia visa estudar o intestino grosso, ajudando na investigação do câncer colorretal, além de pólipos e doenças inflamatórias que afetam o intestino — tais como a retocolite ulcerativa ou a doença de Crohn. O exame também pode ajudar na avaliação de diarreias crônicas, anemias, presença de sangue nas fezes e outras alterações associadas aos intestinos grosso e delgado.

Além de captar imagens internas do órgão por meio de sua microcâmera, o colonoscópio é munido de um “canal de trabalho” que permite a utilização instrumentos que conseguem retirar pequenos pólipos e coletar materiais para biópsia. Essas lesões podem ser removidas de forma total ou parcial, ajudando na identificação precoce de doenças como colite ulcerativa, diverticulite, cânceres e outras enfermidades potencialmente graves.

Quando é necessário solicitar uma colonoscopia?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é que todas as pessoas com idade acima de 50 anos façam este exame de imagem com o intuito de detectar precocemente o câncer colorretal, no momento em que ainda é um adenoma e que se apresenta como um pólipo. A colonoscopia deve ser repetida a cada 5 anos, em média, caso o paciente não esteja nos grupos de risco para o desenvolvimento de tumores malignos de intestino.

Pessoas com histórico familiar significativo de câncer de cólon e reto, por sua vez, podem iniciar o acompanhamento a partir dos 40 anos — ou conforme orientação do especialista que acompanha sua saúde. Para indivíduos portadores de síndromes relacionadas aos tumores da região, como a de Lynch ou Polipose Adenomatosa Familiar, recomenda-se iniciar ainda na infância, usualmente 10 anos antes da idade do familiar mais novo diagnosticado com câncer.

Além da indicação de rastreamento ou “screening”, a colonoscopia também é recomendada na investigação de sintomas e queixas associadas a:

  • Sangramento intestinal (sangue nas fezes);
  • Dores abdominais frequentes sem causa conhecida;
  • Problemas de funcionamento do sistema digestório (diarreia ou constipação crônica);
  • Suspeita de câncer de intestino, cólon ou reto.

Recuperação: o que comer após a colonoscopia?

O paciente deve ficar um tempo em observação após a colonoscopia, devendo repousar até que o efeito do sedativo passe completamente. Embora todos os procedimentos médicos apresentem riscos, este é um exame que dificilmente oferece complicações ou efeitos adversos significativos. Os sintomas mais comuns, após o exame, incluem desconforto abdominal, cólica, gases e náusea normalmente leves.

Ainda durante o período de observação, o paciente geralmente faz uma refeição leve, podendo deixar a clínica ou hospital quando se sentir confortável — e devidamente acompanhado por uma pessoa de sua confiança. Não há necessidade de adotar uma dieta específica após o exame de colonoscopia, sendo recomendada uma alimentação normal e com ingestão abundante de líquidos.

Por conta da anestesia e da limpeza intestinal promovida na véspera da colonoscopia, o intestino do paciente pode demorar alguns dias para voltar a funcionar normalmente e de maneira regulada.

Existem contraindicações?

Embora a colonoscopia seja um procedimento seguro, ele não pode ser realizado em pacientes que apresentam determinadas condições no intestino ou alguns problemas de saúde geral. É o caso, por exemplo, de pessoas com quadro de diverticulite aguda, obstrução intestinal, e doenças clínicas que aumentem substancialmente o risco da sedação (como histórico recente de embolia pulmonar, infarto do miocárdio e arritmia não controlada).

Durante a gestação, também procura-se evitar realizar o procedimento, salvo urgências. Apesar dessas contraindicações gerais, o ideal é que cada caso seja avaliado de maneira individualizada.

Resultados: quais doenças podem ser identificadas?

A colonoscopia geralmente é solicitada por um médico gastroenterologista ou proctologista, cabendo a este profissional interpretar o laudo do exame e as imagens capturadas na parede do intestino. Alterações na cor ou textura dos tecidos, além da presença de sangramentos ou lesões podem ser identificadas, diagnosticadas e eventualmente tratadas.

Como já explicado, há casos em que é necessária a coleta de uma amostra de tecido ou da lesão para avaliação detalhada em laboratório, para que se defina com precisão a gravidade da alteração encontrada.

Algumas das principais doenças que podem ser identificadas na colonoscopia são:

  • Pólipos intestinais;
  • Ulcerações e erosões;
  • Tumores malignos e benignos;
  • Divertículos;
  • Inflamações ou colites;
  • Cânceres de reto ou cólon;
  • Malformações vasculares (ou angiodisplasias)
  • Verminoses ou parasitas.

Para entender melhor como funciona a colonoscopia, tirar todas as suas dúvidas a respeito do procedimento e descobrir como agendar o exame ou encaminhar um paciente para a Clínica Gastroenterológica de Ribeirão Preto, entre em contato conosco. Nossa estrutura é totalmente voltada para promoção de serviços na área da Gastroenterologia, com um corpo clínico especializado e que mantém participação ativa nesta área de atuação.

Fontes:

C. Camargo Cancer Center;

HCor;

Portal Coloproctologia.

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