Fale conosco pelo WhatsAppFale conosco pelo WhatsApp Gastrite: o que é? - Clínica Gastroenterológica de Ribeirão Preto

Gastrite

A gastrite é uma inflamação da mucosa estomacal que é causada pela presença de uma bactéria específica

Homem com mão na barriga depois de sentir incômodo causado pela gastrite

Imagem: Shutterstock

A gastrite é uma alteração caracterizada pela inflamação da mucosa do estômago, podendo se manifestar de maneira aguda ou crônica. Embora muitas pessoas associem esta alteração a um estado de grande estresse emocional, o principal causador do problema é uma bactéria chamada Helicobacter pylori, que se instala abaixo da camada de muco do estômago e altera o pH da região. A falta do ácido clorídrico no estômago também pode causar esse problema.

Quando as células de defesa do organismo não conseguem conter a multiplicação desta bactéria, ocorre uma reação inflamatória que favorece a corrosão das paredes do estômago — gerando assim a ardência/queimação característica da inflamação.

Outras bactérias e alguns tipos de vírus também podem levar ao problema, assim como fatores capazes de alterar a acidez do estômago e desencadear a irritação da mucosa.

O que é gastrite?

O estômago é um órgão do sistema digestório que recebe os alimentos após terem sido deglutidos e passado pelo esôfago. Ele é responsável, entre outras coisas, pela produção do suco gástrico — um fluido digestivo que atua sobre as proteínas, iniciando o processo de decomposição para que os nutrientes possam posteriormente ser absorvidos no intestino.

Para realizar esta função adequadamente, o suco gástrico precisa ser ácido, característica que também colabora para a proteção do estômago contra bactérias nocivas ao organismo. A mucosa estomacal é o revestimento interno que protege o órgão contra a acidez e, quando ocorre algum tipo de agressão à sua integridade, é desencadeado o processo de gastrite — que pode ser tanto aguda como crônica.

Principais fatores de risco

Como já explicado, a infecção pela Helicobacter pylori é a causa mais comum da gastrite. Esta bactéria pode ser transmitida por meio da água ou dos alimentos, e infecta a parede do estômago. O refluxo da bile para dentro do estômago e a contaminação por outros microrganismos também podem levar ao desenvolvimento da inflamação.

Outros fatores de risco que podem ser apontados como favoráveis ao desenvolvimento da gastrite são:

  • Uso excessivo de medicamentos anti-inflamatórios;
  • Consumo exagerado de bebidas alcoólicas;
  • Estresse;
  • Idade avançada;
  • Doenças autoimunes;
  • Uso de drogas;
  • Abuso de alimentos gordurosos e ácidos;
  • Ingestão excessiva de cafeína e bebidas gasosas.

Diagnosticando a gastrite: sintomas e exames

Embora a gastrite possa muitas vezes passar despercebida, sendo confundida com um mal-estar passageiro ou indigestão, ela pode manifestar sintomas bastante incômodos. Os principais são:

  • Queimação e azia;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Perda de apetite;
  • Dores abdominais;
  • Sensação de estufamento;
  • Saciedade precoce;
  • Em casos mais graves, em que há ocorrência de sangramento da parede do estômago, pode ser observado também fezes escurecidas e vômitos com sangue.

A maioria dos pacientes procura ajuda médica quando sente sintomas gastrite como: dores na região da barriga ou quando é notada alguma alteração nas fezes. A suspeita de gastrite é levantada após avaliação dos sintomas e histórico médico do paciente, devendo também ser levado em conta o histórico familiar.

O diagnóstico, entretanto, demanda a realização de exames específicos, como a endoscopia com biópsias para detectar a presença da bactéria Helicobacter pylori.

O que é e como é feita a endoscopia?

A endoscopia digestiva alta é um exame que permite a visualização do trato digestivo superior, que inclui não apenas o estômago, mas também o esôfago e a porção superior do duodeno. Também chamada de esofagogastroduodenoscopia, esta avaliação é capaz de analisar a mucosa gástrica, auxiliando na identificação de alterações como esofagite, hérnias de hiato, úlceras e tumores.

O procedimento também pode ser aplicado com intuito terapêutico, permitindo a retirada de pólipos e tumores em fase precoce. A endoscopia digestiva alta também permite a realização de biópsias e retirada de corpos estranhos, sendo necessário nesses casos que o equipamento seja equipado de maneira específica para esta aplicação.

A endoscopia digestiva alta é feita a partir da introdução de um aparelho chamado endoscópio pela cavidade oral. Este dispositivo é composto por um tubo flexível equipado com uma câmera de alta resolução na ponta, possibilitando a captura de imagens do sistema digestivo durante o exame. Trata-se de um procedimento simples e rápido, que não apresenta contraindicações.

Para saber mais sobre o procedimento antes do exame, visite nossa página sobre endoscopia digestiva alta!

Tipos de gastrite

A gastrite pode ser dividida em 5 tipos principais, de acordo com suas características e formas de manifestação. São eles:

  • Gastrite aguda: ocorre de maneira súbita e acentuada, com sintomas que permanecem por pouco tempo. Geralmente está associada ao excesso de medicamentos, alimentação inadequada ou consumo exagerado de bebidas alcoólicas;
  • Gastrite crônica: manifesta-se de maneira mais prolongada, estando mais associada à presença da bactéria Helicobacter pylori;
  • Gastrite “nervosa”: chamada de dispepsia funcional, esta condição provoca sintomas semelhantes aos da gastrite, mas sem necessariamente existir uma alteração na mucosa estomacal;
  • Gastrite enantematosa ou enantemática: é caracterizada pela inflamação de camadas mais internas do estômago, e pode estar associada ao uso de medicamentos, presença de doenças autoimunes, infecções ou alcoolismo;
  • Gastrite eosinofílica: está relacionada ao aumento de células imunes no estômago, causando os sintomas associados à gastrite.

Qual o tratamento indicado para gastrite?

A indicação do tratamento da gastrite mais adequado depende diretamente das características do paciente e da alteração, assim como da etiologia identificada. Geralmente, envolve uso de medicamentos específicos e realização de ajustes na alimentação e nos hábitos. Caso a endoscopia para gastrite ou os outros exames identifiquem a presença de uma bactéria, o uso de antibióticos é necessário, mas sempre com orientação médica, pois o médico poderá indicar a melhor opção de tratamento.

É importante que os pacientes saibam que esse problema tem cura, mas precisa ser sempre acompanhada de perto por um especialista para evitar que ela volte ou desencadeie problemas de saúde mais graves.

Fontes:

Ministério da Saúde;

Clínica Gastro RP.