Fale conosco pelo WhatsApp O que é endoscopia? - Clínica Gastroenterológica de Ribeirão Preto

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9 de novembro de 2020

O que é endoscopia?

A endoscopia permite visualizar internamente o esôfago, estômago e duodenal (primeira porção do intestino), e pode até mesmo ser usada para o tratamento de eventuais doenças digestivas.

Dois médicos utilizam instrumento durante a endoscopia

Tire todas as suas dúvidas sobre o que é endoscopia – Imagem: Shutterstock

A endoscopia é uma das principais especialidades da Clínica Gastroenterológica de Ribeirão Preto, caracterizada por ser um procedimento relativamente comum, de eficácia comprovada e baixíssimo risco, geralmente usado para avaliação complementar, mas que eventualmente pode também ser empregado com fins curativos.

Ainda que um procedimento amplamente difundido, muitos ainda podem se questionar sobre o que é a endoscopia. De maneira geral, é uma especialidade médica que se dedica em obter imagens internas do trato digestivo utilizando-se de um aparelho semi-flexível chamado de endoscópio. Ela é essencial, por exemplo, para a detecção de tumores intraluminais.

O exame de endoscopia alta se inicia com a sedação do paciente, seguida pela introdução — geralmente por via oral — de um tubo longo (o endoscópio), fino e flexível que atinge internamente áreas de difícil acesso como o estômago e o duodeno. Esse tubo carrega uma microcâmera de alta definição e fibras de luz, e é comandado pelo médico durante o procedimento de endoscopia.

Para que serve a endoscopia?

A EDA tem diversos objetivos e seu desenvolvimento e aprimoramento pode ser considerada um grande avanço para a medicina. Ela é mais comumente utilizada com cunho diagnóstico, mas também se presta a outros fins, como por exemplo:

  • Análise de quadros de desconforto, ou mesmo de dores no abdome superior;
  • Rastreio de câncer em indivíduos de alto risco com diagnóstico prévio do esôfago de Barrett;
  • Investigação das razões de eventuais vômitos ou náuseas recorrentes;
  • Averiguação da gravidade da doença do refluxo gastroesofágico, no caso desta não responder à tratamentos convencionais;
  • Avaliação, e possível tratamento, de sangramentos gastrointestinais (exemplos: vômitos com sangue, ou sinais de sangue digerido nas fezes; estes sintomas podem ter origem em problemas no estômago);
  • Investigação de anemia ferropriva;
  • Análise de varizes no esôfago, em pessoas que sofram de cirrose hepática;
  • Investigação sobre casos nos quais é difícil para o indivíduo engolir alimentos – a chamada disfagia;
  • Retirada de corpos estranhos (objetos) acidentalmente engolidos pelo indivíduo;
  • Exame de lesões no esôfago em pacientes que ingeriram água sanitária (lixívia), soda cáustica ou quaisquer substâncias corrosivas;
  • Avaliação evolutiva de tumores, pólipos ou úlceras descobertas em endoscopias realizadas anteriormente. 

Como é feita a preparação para o exame de endoscopia?

Embora seja um procedimento um tanto quanto simples, a endoscopia não deixa de ser um procedimento invasivo ao corpo humano. Não há cortes ou incisões, mas há necessidade de inserção de um tubo semi-flexível. A endoscopia alta também exige algum preparo específico, como, por exemplo:

  • Observar um jejum para alimentos sólidos de oito horas antes da realização do exame;
  • No que tange à ingestão de líquidos claros (água ou água-de-coco) também há um jejum prévio a ser observado, mas ele é mais curto – de três a quatro horas antes do procedimento, apenas. Deve-se atentar que o leite exige 8 horas de jejum;
  • É preciso fazer uma dieta leve na véspera da endoscopia, mas que não envolva o consumo de alimentos de difícil digestão. Em especial, a carne vermelha nestes casos está vetada.

No momento da endoscopia propriamente dita, o estômago tem de estar completamente vazio. Caso contrário, não há como visualizar com precisão todas as paredes do órgão. Além disso, há um risco ainda maior se o jejum não for seguido: o indivíduo pode aspirar o conteúdo do estômago para o pulmão durante o procedimento – o que causa, potencialmente, sérias complicações.

Riscos e contraindicações da endoscopia digestiva alta

Embora um procedimento de baixo risco, a endoscopia digestiva alta é um protocolo médico que pode resultar em algumas intercorrências, ainda que poucas. Sendo elas:

  • Eventuais danos aos pulmões e ao coração, os chamados eventos cardiopulmonares: são bem raros;
  • Ocorrência de arritmias;
  • Ocorrência de paradas respiratórias (lembrar que a endoscopia exige anestesia/sedação);
  • Possíveis (mas muito incomuns) reações anafiláticas;
  • Também podem ocorrer eventuais perfurações e sangramentos;
  • Se uma perfuração do tipo acontecer, a migração de bactérias para a corrente sanguínea pode causar quadros infecciosos.

Embora teoricamente possíveis, casos como os descritos acima são extremamente raros.

Segundo os melhores especialistas da área médica, a única contraindicação absoluta ao exame é incapacidade de tolerar sedação e recusa em realizar o exame apenas com anestesia tópica (anestésico na garganta). Fora isso, não há contraindicações para a endoscopia. É, porém, necessária atenção e ponderação em pacientes que apresentem cardiopatias, dificuldades respiratórias ou neurológicas.

A Clínica Gastroenterológica de Ribeirão Preto oferece excelentes serviços na área da endoscopia alta, e realiza todos os seus exames em ambiente hospitalar. Entre em contato e marque uma avaliação. 

Fonte:

Clínica Gastro de Ribeirão Preto;

Portal Endoscopia Terapêutica.

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