Fale conosco pelo WhatsAppFale conosco pelo WhatsApp Ecoendoscopia do pâncreas - Saiba mais sobre essa abordagem

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6 de maio de 2021

Importância da ecoendoscopia do pâncreas

Este é um estudo altamente específico e sensível para identificar lesões do trato digestivo e órgãos adjacentes

Realização do procedimento de Ecoendoscopia do pâncreas

Imagem: Shutterstock

 

A ecoendoscopia do pâncreas — ultrassonografia endoscópica — é um exame que combina a endoscopia e a ecografia de alta resolução para investigar afecções pancreáticas, em razão de sua alta sensibilidade para detectar nódulos em tamanhos inferiores ao que são reconhecidos em tomografias ou ressonância magnética.

Sendo assim, recorre-se ao procedimento por superar qualitativamente outros exames nas visualizações de lesões pancreáticas com diâmetros tão pequenos quanto 2 a 3 milímetros e suas relações com vasos sanguíneos adjacentes — veia porta e vasos mesentéricos.

Ecoendoscopia do pâncreas

Similar ao processo de endoscopia, a ecoendoscopia do pâncreas emprega um endoscópio fino, equipado com uma sonda (transdutor) e ecografia em miniatura, capaz de projetar uma visão ultrassonográfica do tubo digestivo e adjacências.

As imagens detalhadas permitem a avaliação da espessura das paredes dos órgãos e avaliar se os abaulamentos estão sendo causados pela compressão de outras estruturas ou decorrentes de lesões da parede do órgão (subepiteliais).

Com relação a tumores, é possível determinar seu estadiamento e extensão, verificando se há disseminação para gânglios linfáticos ou vasos sanguíneos importantes.

A partir dessas características, é possível determinar se um tumor é ressecável em razão do exame apresentar boa acurácia para solicitar cirurgia, otimizando os processos.

No caso de lesões, a ultrassonografia endoscópica detecta o tamanho, suas características morfológicas e pode sugerir hipóteses etiológicas. Uma punção com agulha fina permite biopsiar o tumor para confirmar o diagnóstico.

A ecoendoscopia do pâncreas guia punções aspirativas por agulha fina (PAAF) e as torna seguras, uma vez que permite localizar e desviar de outros órgãos como a via biliar e o pâncreas, otimizando o trajeto de punção.

Para completar, o exame é altamente sensível para verificar invasão vascular, além de poder confirmar o envolvimento dos linfonodos por meio da PAAF, contribuindo para o estadiamento local e regional das neoplasias pancreáticas malignas, sobretudo para lesões menores. Por fim, por existirem relatos de impregnação de tumor no trajeto da punção, a ecoendoscopia do pâncreas é o método recomendado por todos os guidelines médicos para amostragem de tumores pancreáticos, uma vez que o trajeto de punção é removido na eventualidade de uma cirurgia curativa posterior. Esta, figura-se como uma das principais vantagens do método em relação aos métodos alternativos (como biópsia guiada por tomografia).

Indicação

A despeito de sua posição anatômica de difícil acesso, a ecoendoscopia do pâncreas permite avaliar com clareza o órgão, auxiliando em:

  • Investigar e biopsiar tumores sólidos ou císticos no pâncreas ou das vias biliares;
  • Analisar pancreatites crônicas, buscando confirmar o diagnóstico e investigar possíveis causas;
  • Estadiamento de neoplasias;
  • Pesquisa de coledocolitíase e microlitíase (cálculos) da vesícula;

Além do aspecto de identificar anomalias, a ecoendoscopia do pâncreas também pode exercer caráter terapêutico para drenar lesões císticas do órgão.

Biópsia

A extração de uma parte do tecido para estudo patológico, a biópsia, é o único modo de fechar um diagnóstico definitivo do câncer de pâncreas.

Preparo

A preparação para ecoendoscopia do pâncreas é similar a uma endoscopia, exige-se jejum de 8h de alimentos e 2h de água. O paciente recebe uma leve sedação para a introdução do aparelho sem gerar incômodos.

Exame breve, a intervenção dura em média 30 minutos. No entanto, o paciente só será liberado depois de passar o efeito do sedativo.

Então, o paciente vai para casa fazer repouso, pois seus movimentos de locomoção e concentração ficam levemente prejudicados naquele dia devido aos sedativos utilizados para o exame. Se apresentar leve dor de garganta, o médico pode prescrever pastilhas analgésicas.

A ecoendoscopia do pâncreas é um procedimento seguro e, raramente, surgem complicações, como alergia ao anestésico ou hemorragia, infecções ou pancreatite aguda decorrentes das biópsias realizadas. Para saber mais sobre ecoendoscopia, entre em contato com a Clínica Gastro RP.

 

Fonte:

Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED)

Instituto Oncoguia

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