Fale conosco pelo WhatsAppFale conosco pelo WhatsApp Endoscopia Terapêutica: O que é? - Clínica Gastro

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20 de maio de 2021

Endoscopia terapêutica: o que é?

Azia, refluxo e outros desconfortos podem ser resolvidos com a endoscopia terapêutica.Médicos realizando procedimento de Endoscopia terapêutica

Imagem: ShutterstockPacientes com disfunções no trato digestivo podem se beneficiar da endoscopia terapêutica para tratar ou amenizar suas condições sem a necessidade de um recurso mais invasivo.

Qualquer cirurgia de médio ou grande porte exige internação, anestesia geral, cortes e suturas, aumentando os riscos e tempo de recuperação.

Em contrapartida, diversas enfermidades podem ser solucionadas por procedimento endoscópico, no qual um tubo inserido via oral permite a passagem de pequenos instrumentos para realizar alguma intervenção internamente.

Endoscopia terapêutica

Diante de sintomas gastrointestinais não habituais, o médico solicita exames complementares para avaliar os órgãos que compõem o andar superior do trato intestinal — esôfago, estômago e duodeno (primeira parte do intestino delgado).

Um destes exames complementares é a endoscopia diagnóstica, que se utiliza de um endoscópio para examinar a mucosa do trato digestivo alto e, em alguns casos, retirar um fragmento do tecido para biópsia.

A endoscopia terapêutica se difere desse procedimento, uma vez que seu objetivo vai além da identificação do problema, centrando-se em realizar uma determinada terapia para tratamento da doença, como:

  • Dilatação esofágica: alargar uma parte estreita ou bloqueada (as chamadas “estenoses”);
  • Dilatação do cólon ou reto: desobstrução do intestino grosso;
  • Dilatação do piloro: liberar a passagem do estômago para o duodeno;
  • Tratamento de varizes do estômago (através de ligaduras elásticas ou escleroterapia);
  • Implantação de próteses expansíveis para aumentar o canal do tubo digestivo (no tratamento de estenoses tumorais ou fístulas);
  • Ressecção de tumores superficiais (através das polipectomias, mucosectomias e dissecção endoscópica da submucosa);
  • Retirada de cálculos da via biliar;
  • Gastrostomia endoscópica: inserção de tubo de alimentação diretamente para o estômago;
  • Polipectomia: remoção de pólipo;
  • Papilotomia endoscópica: abertura do ducto biliar para facilitar a drenagem da bile;
  • Hemostasia de lesões sangrantes;
  • Queimadura, ou ablação, do Esôfago de Barrett (através da radiofrequência);
  • Miotomia endoscopia peroral para tratamento do Megaesôfago / Acalásia;
  • Fundoplicatura endoscópica (TIF 2.0) para tratamento da doença do refluxo sem hérnia hiatal;
  • Gastroplastia endoscópica e balão intragástrico para tratamento primário da obesidade;
  • Drenagem de cistos ou coleções abdominais (através da ecoendoscopia terapêutica).

Os procedimentos (endoscopia diagnóstica e endoscopia terapêutica) podem ser realizados sequencialmente em tempos distintos ou simultaneamente. Dessa forma, o paciente passa por apenas uma sedação.

Sintomas dispépticos — tais como queimação, dificuldade para se alimentar, regurgitação, náuseas, vômitos, dores estomacais — e outros relatos de mal-estar relacionados à digestão classificam-se como indicadores para um pedido de endoscopia.

O exame também analisa a presença de doenças provocadas por bactérias, gastrites, doença celíaca (intolerância a glúten), adenomas, entre outras alterações.

Cuidados

O preparatório para o procedimento é fundamental para maximizar seus resultados, por isso o tubo digestivo deve estar livre de alimentos para facilitar a visualização dos órgãos e a passagem dos instrumentos.

Recomenda-se um jejum de alimentos sólidos por 8 horas, além de não tomar líquidos nas 2 horas que antecedem o procedimento. Caso o paciente faça uso de medicamentos anticoagulantes, pode ser necessária a suspensão deles alguns dias antes da realização da endoscopia terapêutica, avaliados caso a caso.

A sedação diminui a capacidade de concentração, dos reflexos e locomotora, por isso exige-se a presença de um acompanhante e a suspensão de atividades, como dirigir ou trabalhar.

De acordo com a terapia realizada, o médico vai determinar o tempo de repouso até o retorno completo às atividades cotidianas. Geralmente, não é necessário grande período de afastamento.

Dependendo da intervenção, o paciente pode até liberado para casa no mesmo dia, assim que termina o efeito da sedação, devendo repousar o resto do dia, sem ingerir bebida alcoólicas.

Alguns cuidados específicos podem ser requisitados para pessoas com problemas cardíacos, respiratórios, neurológicos, obesidade mórbida ou alergia a medicações. Nesses casos, o médico pode solicitar que o procedimento seja feito em centro cirúrgico.

Mulheres grávidas podem realizar o exame com ressalvas, sendo indicado apenas para situações em que há sangramentos e essa condição apresenta riscos para sua saúde ou do bebê.

Efeitos colaterais

Após uma endoscopia terapêutica, o paciente pode apresentar alguns sintomas que tendem a desaparecer nas próximas horas, como desconforto abdominal e gases, decorrente da insuflação de ar durante o exame.

Além disso, pode haver leve dor de garganta ou ânsia de vômito por causa da passagem do endoscópio pelo tubo digestivo e dificuldade de deglutição, enquanto o efeito do anestésico intravenoso durar. Para saber mais sobre a endoscopia terapêutica, entre em contato com a Clínica Gastro RP.

 

Fontes:

Site: Endoscopia Terapêutica

Hospital Sírio Libanês

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