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Endoscopia para cirurgia bariátrica

Ilustração mostra procedimento de endoscopia para cirurgia bariátrica
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

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Publicado em 07/07/2021

A cirurgia bariátrica pode mudar o formato do estômago e trajeto do intestino, visando combater a obesidade mórbida; antes dela, preconiza-se realizar uma Endoscopia Digestiva Alta (EDA)

A chamada obesidade mórbida é uma doença que atinge uma parcela significativa da população brasileira. Quando em estágio mais avançado, recomenda-se tratá-la via intervenção cirúrgica – mas primeiro é necessária a realização de uma endoscopia para cirurgia bariátrica.

Mais especificamente, deve-se realizar uma Endoscopia Digestiva Alta (EDA) diagnóstica. Este exame se distingue, no rol das endoscopias, por se focar na visualização do tubo digestivo superior (de onde decorre sua denominação: Alta). A EDA traz imagens do esôfago, estômago e duodeno, vitais para o sucesso de qualquer cirurgia bariátrica.

A endoscopia para cirurgia bariátrica consiste na inserção de um tubo flexível (o endoscópio) através da boca do paciente. Este é equipado com uma minúscula câmera, que transmite imagens a um monitor. Tais imagens servirão para reconhecimento de terreno e guia para o médico e a equipe que forem fazer a cirurgia bariátrica.

Obesidade: a outra pandemia

A obesidade mórbida se caracteriza quando o Índice de Massa Corpórea (IMC) de um indivíduo é igual ou superior a 40kg/m2. Obtém-se o IMC com um cálculo simples: a divisão do peso do indivíduo pelo quadrado de sua altura. Ou seja: peso ÷ (altura × altura). Um IMC normal oscila entre 18,5 e 24,9.

De acordo com levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicado em setembro de 2019 na revista Cadernos de Saúde Pública, em 11 anos a quantidade de brasileiros entre 25 e 44 anos que têm obesidade mórbida passou de 0,9% para 2,1%. Dados da VIGITEL de 2018 mostram que a obesidade como um todo (IMC a partir de 30kg/m2) acomete cerca de 20% da população brasileira adulta.

A revista médica The Lancet divulgou recentemente um estudo, feito pelas universidades de Oxford e Cambridge, o qual revelou que jovens obesos têm maior tendência a desenvolverem casos mais graves de COVID-19. A cada aumento de unidade no IMC, o risco de hospitalização pela doença cresce 5% e as chances de ir para a UTI, 10%.

Cirurgia bariátrica: no que consiste

A cirurgia bariátrica não é um procedimento único, mas uma gama de intervenções que levam tal nome. Todas demandam uma endoscopia para cirurgia bariátrica antes de sua realização.

Vamos conhecer algumas delas:

A)    Banda gástrica ajustável – É a colocação de um anel, ou banda, em volta do estômago para que ele diminua forçosamente de tamanho, o que leva a uma menor ingestão de comida;

B)    Bypass gástrico em Y-de-Roux (ou cirurgia de Capella) – Intervenção na qual, primeiro, retira-se grande parte do estômago e depois liga-se o início do intestino à porção do órgão que não tiver sido removida. Reduz-se, assim, o espaço disponível para o consumo de alimentos;

C)    Gastrectomia vertical (ou Sleeve) – Aqui o cirurgião mantém a ligação natural do estômago ao intestino, removendo apenas uma parte deste primeiro órgão visando torná-lo menor;

D)   Derivação biliopancreática (ou Duodenal Switch) – Uma das cirurgias bariátricas mais radicais. Nela é retirada uma parcela do estômago e a maior parte do intestino delgado, os quais constituem as principais regiões onde ocorre a absorção de nutrientes.

Em qualquer das opções citadas, fica claro que a cirurgia bariátrica é uma intervenção que visa a diminuição volumétrica daqueles órgãos do corpo humano responsáveis pela recepção e digestão dos alimentos – estômago, principalmente, e também o intestino.

Vale observar que a cirurgia bariátrica já pode ser feita em pessoas a partir dos 16 anos de idade. Até os 65 anos, o sinal positivo para esse tipo de intervenção permanece. Mas, em qualquer caso, sempre será necessário antes uma endoscopia para cirurgia bariátrica.

Benefícios da cirurgia bariátrica

Pessoas que sofrem de obesidade mórbida já têm uma razão forte para, ao menos, debaterem com seu médico a opção da cirurgia bariátrica.

Além da perda expressiva de peso, tal procedimento previne ou combate doenças ligadas à obesidade, e/ou que dela se originam. Por exemplo:

  • Hipertensão arterial;
  • Insuficiência respiratória;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Asma;
  • Diabetes;
  • Colesterol alto;
  • Apnéia do sono;
  • Redução do risco de diversos tipos de câncer.

Além disto, a perda de peso proporcionada pela cirurgia bariátrica aumenta a autoestima do indivíduo, melhora suas interações sociais e facilita até a mobilidade física.

A importância da endoscopia para cirurgia bariátrica

A realização prévia de uma endoscopia para cirurgia bariátrica é vital para o sucesso de qualquer intervenção do gênero.

A endoscopia diagnostica e, às vezes, trata certas doenças que afetam o tubo digestivo superior, em especial o esôfago, o estômago e/ou o duodeno.

Pode-se até mesmo acoplar uma sonda ecográfica ao endoscópio, o que possibilita visualizar a parede do esôfago, estômago e duodeno e órgãos adjacentes (o pâncreas, por exemplo). Também é possível realizar a colheita de biópsias ecoguiadas.

Caso queira saber mais a respeito, faça contato com a Clínica Gastroenterológica de Ribeirão Preto e agende uma consulta.

Fonte:

Clínica Gastro RP.

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